Tenho o péssimo hábito de encafifar com certas coisas. Uma das últimas, tem sido a questão da espuma dos detergentes, que tão bem o Flavio colocou termo na conversa.
Estou experimentando algumas fórmulas de detergente caseiro. Por que não sei, pois admito, de antemão, que é bem mais fácil comprar um limpol qualquer por R$ 0,99.
Mas, movido pela ecosandice que me acometeu nos últimos tempos, tenho feito tudo em casa. Xampu, condicionador, detergente (para uso em louças e roupas) e desinfetante (para limpeza de chão e vasos sanitários. Atenção meninas proprietárias de gatos: a fórmula é uma maravilha para evitar que gatos façam xixi fora do lugar). Há uns vinte anos já fazia isso, mas abandonei em prol da causa familiar. Afinal, mulheres (e pelo jeito alguns homens também) adoram espuma.
Pesquisa daqui, lê dali, e encontro um tal de Centro de Divulgação Científica e Cultural, de uma tal de USP. Parece ser séria, penso eu, ao me deparar com a página. Clica daqui, clica dali, e eis que me deparo com essa página, onde leio:
"Vários detergentes muito eficientes não espumam em água. Embora os trabalhos de laboratório tenham mostrado que o grau de formação de espuma tem muito pouco a ver com a eficiência do detergente, mas as donas-de-casas geralmente associam a espuma com a eficiência. Por isto, os fabricantes freqüentemente adicionam agentes espumantes aos seus produtos."
Ufa! Vou mostrar isso para as mulheres da casa, pensei. "Viram! Chega de reclamar que meu detergente não faz espuma! A USP, ouviram bem, a USP, disse que pra ser bom, um detergente não precisa fazer espuma!".
Ainda tive que escutar: "Não me interessa o que essa tal de USPzinha fala. No mínimo é tua amante, seu safado! Ou tu traz um detergente que faça espuma, ou eu é que vou tomar um banho de espuma, mas com o Ricardão!"




















































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