Pois é,

Sabe aquela camiseta velha, surrada, com furinhos, que a gente não tira sequer para dormir quando está frio? Pois é outro alvo preferido das mulheres. E não adianta dizer que foi presente dela. Se bobear, vai pro lixo. Camisetas são um dos primeiros presentes que as namoradas nos dão e uma das primeiras coisas que colocam no lixo quando - e se - casam com a gente. Não servem sequer para pano de chão. Incrível a capacidade das mulheres de não reaproveitarem as coisas: ou serve (e aqui entra a doação) ou vai para o lixo.

Uma das minhas "ex's" dava-se ao salutar hábito (para ela, claro) de, uma vez por ano, ter um ataque de qualquer coisa e rasgar todas as minhas camisetas. Outras, simplesmente esculhambavam o meu "gosto" para camisetas (o que não deixava de ser, de certa forma, uma maneira de dizer que eu andava mal vestido), talvez imaginando que eu as teria ganho das "ex's".

Das mais de uma centena de camisetas que já tive, consegui manter apenas uma. Mantenho-a a salvo apesar das diversas tentativas de exterminá-la. E já dura, sem mentira alguma, mais de 30 anos. Era de uma namorada dos tempos de guri. Achei bonita e pedi. Ganhei e nunca mais larguei.

Recentemente fui pego ao secar o chão do banheiro com uma camiseta velha. Ganhei, claro, dela (o "dela" refere-se aos tempos atuais...). Havia pouco ela reclamara de eu estar usando a dita. Chegou ao extremo de dizer que, se por acaso eu morresse com a camiseta, ela não me reconheceria, que era um trapo que não servia sequer para doar. Pois bem, apenas dei outra destinação mais "ecologicamente correta" para o pedaço de pano. E não adiantou argumentar que era um simples pedaço de pano...

Mulheres não entendem de camisetas velhas...


Michael Jackson

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Pois é,

Invariavelmente, aos finais de semana, escuto Michael Jackson. Alto, muito alto. Desopila, desobstrui as artérias, libera o cérebro, conecta com coisas boas. "Heal the world / make it a better place / for you and for me and entire human race"; "We are the World / we are the children".

É do "meu tempo". Não foi dos meus pais. Também não foi, ou é, o tempo da minha filha de 19 anos. Bastaria isso para tornar suspeito qualquer depoimento sobre MJ. Afinal, tudo que é do nosso tempo é melhor do que qualquer coisa de qualquer tempo.

Ainda bem que restam as exceções. Pessoas que obram na eternidade. Nessa pouca vida, vi somente (que me lembre) três que despertaram tamanha comoção: Elvis Presley, John Lennon e, agora, Michael Jackson (talvez coubesse um segundo lugar para Fred Mercury e Cazuza). E não se trata do fato de terem morrido em situações inesperadas. Muitas pessoas famosas morrem em situações inesperadas e as homenagens não passam de uma breve biografia nos nosticiários.

O que as fazem especiais, eternas, não é estarem vivas ou mortas; é serem parte constante da vida das pessoas. No mundo do descarte, do supérfluo, do vendável hoje, restam poucas capazes de permanecer em nossas vidas. MJ era uma dessas. Restam poucas.

Não vou chorar. Continuarei a escutar Michael Jackson aos finais de semana. Como faço há mais de 30 anos.






Pois é,

Não creio que as mulheres tenham pelas cuecas o mesmo fetiche que os homens têm pelas calcinhas (ver aqui, aqui, aqui). Ou será que os homens não vêem as cuecas da mesma forma que as mulheres vêem as suas calcinhas?

Tenho uma vizinha que só lava as calcinhas uma vez por semana. Deve ter oito, pois todos os domingos pendura sete para secar, no terraço da cobertura. Até pouco tempo eram todas iguais e da mesma cor: beje. Acredito que o marido deve ter dado um ultimato: ou usa outra cor ou troco de mulher, pois começaram a aparecer calcinhas pretas e brancas. Nada que signifique uma grande mudança, algo tipo calcinhas vermelhas, verdes, amarelas, mas já é um começo. Antevejo o dia que estarão pendurados modelitos mais ousados.

Uma calcinha jogada ao chão. A imaginação corre solta: é obra nossa; num rompante de tesão tiramos ali mesmo e sequer temos tempo para pensar em dobrá-la direitinho e colocá-la em cima da cômoda (por sinal, se fizéssemos isso, sabe-se lá do que seríamos chamados). Mas não importa a hora e a razão. Uma calcinha à mostra, seja onde for, é sempre motivo de alegria.

Que atire a primeira pedra o homem que nunca abriu a gaveta da cômoda onde a mulher guarda as calcinhas, só para vê-las dobradinhas e imaginá-las atiradas ao chão. Que atire a primeira pedra a mulher que sempre abre a gaveta do armário onde guarda as cuecas do homem, e que nunca reclamou que é sempre ela quem tem que fazer isso.

Uma cueca jogada ao chão. Pobre do coitado que fez isso: é um porco relaxado que não tem consideração com a mulher. A imaginação corre solta: "filho da puta, depois eu que tenho que juntar e lavar. Tua mãe não te ensinou que cueca suja a gente coloca no cesto?" Tudo isso e muito mais por um simples ato da mais pura essência da natureza masculina: atirar roupas ao chão. É algo que remonta aos tempos da caverna, quando tínhamos apenas uma pele de animal para tirar. As mulheres pensam que não evoluímos, quando, na realidade, apenas mantemos nossas tradições ancestrais. Tenho que as mulheres forçaram o tal de desenvolvimento só para terem gavetas e prateleiras onde guardarem as roupas. Dentre elas, as gavetas para cuecas.

Mulher quando deixa a calcinha pendurada na torneira do chuveiro é porque esqueceu. Homem, pra começar, não esquece; deixa porque quer; porque não vê problema nisso. Porque é um porco relaxado...

E aquela cueca preferida, mantida e usada há anos, já meio "gastinha"? Elas não entendem porque gostamos de usá-la. Cuecas novas pinicam. Por isso coçamos, até que se tornem "já meio gastinhas". Vez por outra aparecem com um presente: uma cueca nova. E quando a gente vai guardar (é claro que guardamos nossas cuecas, nem que sejam as novas), descobre que a cueca preferida foi jogada no lixo. Sim, no lixo, porque nem pra doar serve. Por sinal, este é um preconceito puramente feminino: roupa íntima não se doa. Vai pro lixo. Até parece que pobre, ou gente de rua, não usa cuecas ou calcinhas. Poderíamos, em vez de ficar reclamando do Congresso, lançar uma campanha; "POBRE TAMBÉM TEM FANTASIAS: DOE SUAS CALCINHAS".

Devo confessar, por fim, que nunca comprei uma cueca na vida. As mulheres com as quais me relacionei sempre gostaram de me presentear com cuecas. Como nunca fui a uma loja comprar, também não sei o que quer dizer aquele "P" que tem nas etiquetas... 


Pois é,

Mulheres devem ter algum tipo de relação com os panos. Não sei qual é, mas que deve ser uma relação difícil para elas, lá isso deve! Panos de prato, panos de chão, camisetas velhas que gostamos de usar, lençóis e até cuecas.

Bem que eu tento me preparar para o dia - e quiçá não chegue nessa encarnação - que as mulheres mandarão no mundo. Há pelo menos dez anos que a cozinha é minha aos finais de semana. Vou ao super, lavo a louça, cozinho, coloco e tiro a mesa e, ao final, lavo novamente a louça. A pia fica sequinha e brilhante. Toda a louça e talheres guardados nos seus devidos lugares.

O preço? Panos. De prato. Que, casualmente, servem até de pano de chão, se necessário. E a terceira guerra mundial a cada sábado e domingo. Se os norte-coreanos imaginassem como é fácil arrumar uma guerra, não precisariam investir tanto em bombas nucleares, bastava utilizarem mais panos.

As mulheres (e a generalização, aqui, é proposital) não entendem que um pano é somente um pano e serve apenas para ser utilizado. Em qualquer necessidade. E são que nem bombril: têm mil e uma utilidades. Mas não, na cabeça delas cada pano serve para uma única coisa: limpinhos, dobrados e guardados em alguma gaveta. Ou pendurados, sempre com o lado bordado para a frente. Algumas chegam ao cúmulo de passá-los a ferro. No máximo, usam para secar a louça.

Pois aqui em casa utilizo um sistema de rodízio: o pano que estava pendurado serve para secar a pia. Pego outro para secar a louça; quando termino, uso para secar as mãos. Afinal, como vou cortar a carne, depois de cortar a cebola, sem que antes limpe as mãos? E o alho, depois da carne? E o tomate? Não se pode misturar os sabores na hora de prepará-los. E a faca que cortou a carne? Não posso usá-la sem antes limpá-la. E se um pingo cai no chão? Um pouco de azeite ou água? Vai o pano da pia. E o pano da louça vai para as mãos e o pano das mãos vai para a pia. Como vou lavando os talheres e louças que uso, vai mais um pano para secar a louça. E o pano que serviu para limpar o chão vai para o tanque. E assim segue o rodízio.

É tão simples que não entendo a razão de tanta confusão ao final de cada almoço. E para o churrasco? Usar panos de prato em churrasco é o limite de qualquer mulher. Comprei dez - isso mesmo, dez - panos de prato para usar na hora de fazer um churrasco. Boicote total. Simplesmente sumiram. Sempre que faço churrasco, tenho que usar os panos "limpinhos, passadinhos e guardados". E não adianta ter máquinas de lavar e de secar. Panos de prato são tão especiais que merecem, antes, ficar de molho em um balde, por horas a fio mergulhados em clorifina. Parece que só depois de estarem desimpregnados do nosso ser é que podem ir para a máquina.

Avental? Tenho cinco. Bastou usar uma vez e "já pra máquina"! Camisetas?

Bueno, camisetas velhas merecem outro post.



Pois é,

Poucas deveriam ser as coisas a me tirar do "retiro" espírito-bloguístico por onde ando. Incomodar o pobre Einstein, fazendo-me relembrar sua frase, quase símbolo deste Chato, é uma delas. A cada dia passado nessa vida, maior é o número de pessoas que dão razão a que a estupidez humana não tem limites, que é infinita.

Chegado de viagem, recebo notícia de que o Milton Ribeiro está sendo processado por uma escritora. Motivo? Um post que ele escreveu expressando sua opinião sobre uma das obras dessa escritora (para um resumo da história, ver este post. Aqui a sequência.). Não foi a primeira vez que algum crítico comenta a tal obra. O Idelber Avelar, neste post, publica uma resenha feita pelo Marcelo Backes. É bom ler todos os posts e críticas, bem como todos os comentários, em ambos, Milton e Idelber.

Mas onde está, afinal, a estupidez humana nesse caso? Está na demonstração do pleno estado de barbárie que vivem essa senhora e seu representante. De um advogado, infelizmente, não poderíamos esperar outra atitude, tendo em vista que vive de fazer prosperar as pendengas humanas, notadamente aquelas que mais poderão render, por envolverem pessoas ou empresas cujas rendas são suficientes para alimentá-lo - e certamente a sua prole - por um bom par de décadas. Não são capacitados, treinados, nas faculdades, para o prévio diálogo, para a composição amigável, para o acordo. Somente enxergam a via judicial para a solução de tudo. Muito se fala do Poder Judiciário e muito se diz sobre a morosidade dos processos. Nada, porém, é dito sobre advogados. E antes que algum advogado apressadinho resolva me processar por escrever isso, aviso logo que não estou generalizando, que sei bem que existem os bons advogados.

A estupidez da senhora escritora está em não aceitar o seu lugar no mundo das letras. Um pais, cuja população tem algo em torno de 75% de seus membros considerados alfabetizados funcionais, isto é, mal e porcamente conseguem compreender um parágrafo de conteúdo simples, deve ter escritores que escrevam para esse público. Quanto a isso não há questionamentos: ela é escritora e pronto! Esses 75% gostam e entendem (e talvez não mais que isso) o que está contido no lugar-comum "cortando a noite fresca e estrelada como uma faca que penetra na carne tenra e macia de um animalzinho indefeso".

Mas daí a supor que toda a literatura nacional está nivelada por esses 75% são outros quinhentos (e não esqueçamos que nossas redes televisivas também atendem somente a esse público). Ainda temos 25% que são capazes não apenas de entender o que lêem, mas de fazer o que de mais importante as pessoas podem fazer: criticar aquilo que consomem.

É da natureza da estupidez humana o extrapolar o conteúdo de uma crítica. Assim o fez o advogado ao desviar o foco da questão, que deveria ser o conteúdo da crítica elaborada pelo Milton, para uma tentativa de desqualificação pessoal. Não tenho dúvidas que a estagiária do juiz dará boas gargalhadas ao preparar uma minuta de decisão.

Vivemos momentos perigosos. Momentos em que a defesa da liberdade de expressão só vale para os tais meios de comunicação e seus profissionais. Teça um comentário sobre um jornalista ou tente impedir a veículação de uma matéria e logo os arautos da volta da censura se atirarão por cima como abutres em carniça (certo, certo, mais um lugar-comum, tsc...). Só eles têm direito à total liberdade de expressão.

Como dizia meu falecido padrinho: "pobre humanidade!"

Das duas uma: ou esta senhora e seu representante pensavam tirar uns trocos de um desconhecido qualquer, ou não sabem quem é Milton Ribeiro. O universo e a estupidez humana são coisas infinitas, já dizia Einstein, sem ter certeza da primeira.


Pois é,

"O ex-presidente da Coreia do Sul Roh Moo-hyun, 62 anos, morreu neste sábado ao se jogar de uma montanha. O ex-governante escalava a montanha em Bongha, no sul do país, onde tinha uma casa de campo, quando se lançou em um precipício. Ele estaria envolvido em corrupção e deixou uma carta de suicídio.

No último dia 30, Roh compareceu ao escritório da Promotoria de Seul para depor sobre seu suposto envolvimento num escândalo de suborno. O ex-presidente, que já havia pedido "perdão por ter decepcionado" a população, admitiu que sua mulher, Kwon Yang-sook, aceitou dinheiro de Park Yeon-cha, diretor de uma fábrica de calçados sul-coreana e detido por subornar altos funcionários do Executivo
." (daqui)

E por aqui, no Estado das Maravilhas? Já nem falo mais do Congresso das Maravilhas...

Por falar em Congresso, bem ou mal devemos apreciar a atitude do deputado gaúcho: afinal, somente ele teve a coragem de dizer aquilo que todos eles fazem, isto é, "se lixar" para a opinião pública.

Aguardarei pelo dia em que algum deles resolva assumir que roubam do povo, que não fazem nada a não ser tentar garantir o próximo mandato, etc., etc., etc...

Em alguns países a honra parece ser algo tão valioso, que só é comparável com a própria vida. E em alguns casos mais ainda: perde-se a vida mas não a honra.

Sim, pois honrado não é o Homem que nunca erra, mas aquele que, errando, assume seu erro. Esse valor parece esquecido pelas plagas pampeiras e brasilianas.

Algumas comparações e uma conclusão:

- Por três anos fui vizinho, na rua Barão do Amazonas, da atual sátrapa do RGS. Morávamos em prédios de classe média;

- Ambos éramos servidores públicos;

- Na mesma época ela era Diretora, e professora, da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e eu aluno da Faculdade;

Conclusão: eu sou burro!

Pois continuo sendo servidor público (Ela? Só fode com o público!), morando em prédio classe média (Ela? Casa de R$700.000,00!) e ambos deixamos a faculdade (Ela? Pode voltar. Eu? Claro que não!).

Up: aqui!
 


Pois é,

Hoje não sei mais como se chama. Em alguns países, governantes sob suspeita no mínimo retiram-se de cena; renunciam aos cargos públicos obtidos com a confiança do povo. Supõe-se que sejam pessoas honradas e que, por essa razão, admitem o erro (afinal, errar é humano) e afastam-se. Preferem a integridade íntima, característica da honradez, à vã tentativa de provar que onde há fumaça não existe fogo.

Mas, como dizem, somos um país jovem, forjado do estado para a sociedade e não como as grandes nações, onde nelas os homens já aprenderam a ter honra.

Por aqui não temos. Por aqui preferimos as pessoas que lutam para provar que a fumaça não vem do fogo, mas apenas da oposição; de gente interessada em destruir o que de bom o governo tenta fazer pelo povo!

Poderia falar apenas da atual situação do governo do meu estado. Afinal, há dois anos que a atual mandante vem afirmando que a fumaça não vem do fogo. Mas não, isso parece ser geral no País das Maravilhas.

Do Congresso não há mais o que falar; há, simplesmente, o que fazer: não mais votar. E que não se invoque a parábola do joio e do trigo, onde apenas, com certeza, só temos joio. Se algum trigo há, será como procurar uma agulha no palheiro.

Pois tanto o Congresso, quanto o governo do meu estado, atingiram o limite que, em alguns países, já levou pessoas ao suicídio.

Não que eu deseje isso para nossa atual governante, mas que ao menos tenha "vergonha na cara".

Ou, como diriam os gaúchos, que honre o fio do bigode!

Ops! Esqueci: é mulher e não é gaúcha. Vai ver é por isso...
 


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Entre sem bater



Alguns negam, outros não sabem. Alguns mais, outros menos. Todos somos chatos!

E Einstein já dizia que "apenas duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana e eu não tenho certeza se isso é verdadeiro para o primeiro".

Sobre o Chato



"Vós vos deleitais em estabelecer leis, mas deleitais-vos ainda mais em violá-las, como crianças que brincam à beira do oceano, edificando pacientemente torres de areia e, logo em seguida, destruindo-as entre risadas. Povo de Orphalese, podeis abafar o tambor e afrouxar as cordas da lira, mas quem poderá proibir a calhandra de cantar?"
(O Profeta, Khalil Gibran)


Doe suas asas. Não importa se quem as recebeu voará tão logo, ou se ainda viverá muitos e muitos anos antes de iniciar o voo final. Lembre-se: dure quanto tempo durar, você estará ajudando um pássaro a voar feliz.

Aqui não tem democracia!


Moradores do Condomínio






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